Polícia Militar implanta Companhia Independente de Prevenção à violência doméstica
23.11.2017
REDAÇÃO - A desembargadora Kárin Emmerich, integrante
da 1ª Câmara Criminal e superintendente da Coordenadoria da Mulher em Situação
de Violência Doméstica (Comsiv) do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG),
participou ontem, 21 de novembro, da implantação da Companhia Independente de
Prevenção à Violência Doméstica. Também esteve presente no evento o juiz
Marcelo Gonçalves de Paula, da 14ª Vara Criminal de Belo Horizonte. A nova
unidade da Polícia Militar de Minas Gerais vai atuar, na capital, nos casos de
violência doméstica contra mulheres, dando acompanhamento sistemático às
vítimas, de forma a garantir proteção e coibir novas agressões.
A nova
companhia será integrada por 35 militares e vai funcionar na Praça Rio Branco,
s/nº, no Centro.
Para
a desembargadora, a criação dessa nova unidade vai valorizar os militares que
trabalham no enfrentamento da violência doméstica. “Esse passo do governo
estadual é um alento para aqueles que atuam nessa área. Esse tipo de violência
deixa de ser invisível, e os casos recebem a intervenção necessária para
garantir a proteção das vítimas. Com essa iniciativa, podemos agir para reduzir
os números, que assustam”, disse a magistrada.
Segundo
a desembargadora, o combate à violência doméstica já vinha sendo feito por meio
das Patrulhas de Prevenção à Violência Doméstica (PPVD), existentes em cada um
dos batalhões da capital. “O primeiro atendimento aos casos de violência é
feito pelo 190. Uma segunda resposta, de acompanhamento de casos previamente
selecionados, era feito posteriormente por essas patrulhas. Com a criação da
nova companhia, o trabalho será centralizado”, explicou a magistrada.
O
objetivo da PM com a criação do novo grupo é desenvolver um atendimento
eficiente e qualificado dos casos de violência doméstica, de forma a quebrar o
ciclo da violência no ambiente familiar. Os militares que integram a nova
companhia também vão se especializar a cada dia no enfrentamento desses casos,
que demandam abordagens específicas. Outro ponto positivo será a possibilidade
de fortalecer os laços da PM com a rede de enfrentamento à violência doméstica,
qualificando cada vez mais o atendimento.
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