Vale do Aço se une para implantar a Casa de Abrigo para mulheres agredidas
18.08.2017
CORONEL FABRICIANO - Atendendo ao requerimento do presidente da Câmara de Coronel Fabriciano,
vereador Leandro Xingó, o Xingozinho, foi realizada nesta sexta-feira (18), no
plenário do Legislativo, uma audiência pública
para debater a implantação da Casa de Abrigo Regional para mulheres vítimas de
violência doméstica.
| O público lotou o plenário da Câmara. |
Participaram dos debates, os prefeitos Marcos Vinicius,
de Coronel Fabriciano e Geraldo Hilário, de
Timóteo; a delegada Tereza Júlia, da Delegacia da Mulher de Coronel Fabriciano
e a
superintendente do Consórcio das Mulheres das Gerais, Ermelinda Ireno e
outras autoridades.
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| A vereadora Rita de Cássia disse que em Ipatinga, 30 mulheres são agredidas todos os dias. |
O autor do requerimento que resultou na Audiência,
vereador Xingozinho, falou do objetivo da implantação da Casa de Abrigo. Segundo
ele, o principal avanço nesta área, é o de atender as mulheres de todo o Vale
do Aço agredidas e queiram denunciar os seus agressores. “Muitas mulheres no
Vale do Aço não denunciam o agressor porque não tem um local com suporte para
atendê-las juntamente com os seus filhos. Por isso, a necessidade da
implantação da casa na região”, disse
vereador.
O prefeito Geraldo Hilário além de se mostrar favorável
a iniciativa apresentada pelo vereador Xingozinho, indicou como uma tarefa a
ser ampliada pela Casa Abrigo, no sentido de melhorar o relacionamento nas
famílias e na sociedade, o debate do assunto “agressão” em todos os âmbitos
educacionais. “A violência doméstica tem que ser tratada como uma questão de
saúde e educação. Precisamos levar este assunto para as salas de aula”, pontuou
Geraldo Hilário.
A superintendente do Consórcio das Mulheres das Gerais,
Ermelinda Ireno, apresentou como ideia, a formação de um consórcio entre as
cidades, assim como está acontecendo em Belo Horizonte. A superintendente
contou que a casa “Abrigo Sempre Viva”, visitada pelo vereador Xingozinho
funciona há mais de 21 anos e atende nove municípios. “A mulher pode ficar de 24 horas até 90 dias.
O tempo de permanência depende da agilidade das outras instituições que aplicam
a Lei Maria da Penha”, disse. A casa oferece oficinas reflexivas,
fortalecimento da autoestima, estratégias protetivas e também inserção no
mercado de trabalho.
O prefeito, Dr. Marcos Vinicius, disse que Coronel
Fabriciano está viabilizando essa discussão junto com outras prefeituras, e que
a implantação da casa é um avanço para a região. “Esse mês completou 11 anos da
Lei Maria da Penha. Já avançamos muito e precisamos avançar ainda mais. Nós somos
uma região metropolitana. As políticas do Vale do Aço têm que ser pensadas em
benefício de toda a região”, conclui.
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