Vale do Aço se une para implantar a Casa de Abrigo para mulheres agredidas

Em Ipatinga, 30 mulheres são agredidas todos os dias. Em Timóteo 35. Em Fabriciano o número sobe para 50. Em Minas Gerais, 45 mulheres são mortas todos os meses vítimas de violência doméstica.
A superintendente do Consórcio das Mulheres das Gerais, Ermelinda Ireno; a delegada Tereza Júlia; o presidente Xingozinho,  prefeito Marcos Vinicius, o secretário da PMI José Ormir e o prefeito de Timóteo Geraldo Hilário.
18.08.2017 
CORONEL FABRICIANO - Atendendo ao requerimento do presidente da Câmara de Coronel Fabriciano, vereador Leandro Xingó, o Xingozinho, foi realizada nesta sexta-feira (18), no plenário do Legislativo, uma audiência pública para debater a implantação da Casa de Abrigo Regional para mulheres vítimas de violência doméstica.
O público lotou o plenário da Câmara. 
Participaram dos debates, os prefeitos Marcos Vinicius, de Coronel Fabriciano e Geraldo Hilário, de Timóteo; a delegada Tereza Júlia, da Delegacia da Mulher de Coronel Fabriciano e a  superintendente do Consórcio das Mulheres das Gerais, Ermelinda Ireno e outras autoridades.
A vereadora Rita de Cássia disse que em Ipatinga,
30 mulheres são agredidas
todos os dias.
O autor do requerimento que resultou na Audiência, vereador Xingozinho, falou do objetivo da implantação da Casa de Abrigo. Segundo ele, o principal avanço nesta área, é o de atender as mulheres de todo o Vale do Aço agredidas e queiram denunciar os seus agressores. “Muitas mulheres no Vale do Aço não denunciam o agressor porque não tem um local com suporte para atendê-las juntamente com os seus filhos. Por isso, a necessidade da implantação da casa na região”, disse  vereador.
O prefeito Geraldo Hilário além de se mostrar favorável a iniciativa apresentada pelo vereador Xingozinho, indicou como uma tarefa a ser ampliada pela Casa Abrigo, no sentido de melhorar o relacionamento nas famílias e na sociedade, o debate do assunto “agressão” em todos os âmbitos educacionais. “A violência doméstica tem que ser tratada como uma questão de saúde e educação. Precisamos levar este assunto para as salas de aula”, pontuou Geraldo Hilário.
A superintendente do Consórcio das Mulheres das Gerais, Ermelinda Ireno, apresentou como ideia, a formação de um consórcio entre as cidades, assim como está acontecendo em Belo Horizonte. A superintendente contou que a casa “Abrigo Sempre Viva”, visitada pelo vereador Xingozinho funciona há mais de 21 anos e atende nove municípios.  “A mulher pode ficar de 24 horas até 90 dias. O tempo de permanência depende da agilidade das outras instituições que aplicam a Lei Maria da Penha”, disse. A casa oferece oficinas reflexivas, fortalecimento da autoestima,  estratégias protetivas e também inserção no mercado de trabalho.

O prefeito, Dr. Marcos Vinicius, disse que Coronel Fabriciano está viabilizando essa discussão junto com outras prefeituras, e que a implantação da casa é um avanço para a região. “Esse mês completou 11 anos da Lei Maria da Penha. Já avançamos muito e precisamos avançar ainda mais. Nós somos uma região metropolitana. As políticas do Vale do Aço têm que ser pensadas em benefício de toda a região”, conclui. 
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