DICAS JURÍDICAS: Hoje com o Advogado Thiago Andrade Castro
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ENTENDA AS MUDANÇAS NO SISTEMA ELEITORAL, PROPORCIONAL E
O DISTRITÃO
18.08.2017
Olá, sou Dr. Thiago
Castro especialista em direito Eleitoral, através deste artigo espero elucidar
de forma simples o modelo de eleição atual e o apresentado na Proposta de
Emenda a Constituição (PEC) 36/2016.
A PEC apresenta
diversas mudanças importantes na estrutura eleitoral do nosso País, uma das
mais importantes é o sistema que irá reger a eleição para os candidatos das
casas legislativas (senadores, deputados e vereadores), está em votação a
mudança do atual sistema de eleição Proporcional para o Distritão já válido
para 2018.
Como se rege o atual sistema eleitoral proporcional?
ü No sistema
atual é somado o total dos votos válidos da eleição e divido pelo número de cadeiras
(cargos, deputados e vereadores), chegando assim ao cálculo do quociente
eleitoral, que é a quantidade de votos que cada partido ou coligação teria que
obter para ter direito a uma vaga disputada.
ü Nesse
modelo o eleitor pode votar no candidato ou no partido, sendo que os votos do
partido servem para o cálculo do quociente eleitoral.
ü Partidos
podem se unir em coligações, tornando assim mais fácil o alcance do quociente
eleitoral.
ü São eleitos
os mais votados das coligações ou partidos.
Como funcionará o Distritão?
ü
Cada um dos Estados ou municípios viraria um distrito eleitoral.
ü
È eleito o candidato mais votado dentro do seu distrito eleitoral.
De forma
prática, podemos observar que teríamos uma eleição do legislativo pelo sistema
majoritário, como já acontecem com Prefeitos, Governadores e Senadores, no
modelo que se discute, tem-se uma desvalorização da sigla partidária e um
fortalecimento da pessoa candidata, no atual sistema teríamos o fim dos eleitos
por proporcionalidade ou conhecidos ‘’ puxados pela coligação ‘’, em
contrapartida teríamos uma menor taxa de nomes novos na politica, candidatos do
interior disputarem com candidatos das capitais e grandes centros urbanos,
seria uma disputa quase que ‘’ injusta ‘’ visto o poder econômico e quantidade
de votos por área, com o novo modelo voltado a pessoa do candidato é provável
que teríamos um custo mais elevado de campanha, vislumbrando este cenário, na
mesma proposta caminha alterações para a facilitação de doações a campanha,
chegando ao absurdo de ser discutida a doação na qual o doador não precisaria
se identificar.
A PEC segue
para votação com divergências de posicionamentos dentro dos próprios partidos
políticos, foram 63 votos favoráveis a PEC e 9 senadores contrários. A
proposta segue para análise da Câmara dos Deputados.
THIAGO
ANDRADE CASTRO
OAB/MG
161.891
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