Marcos Valério afirma em deleção ter operado caixa 2 da Usiminas em campanhas políticas

Marcos Valério fez a delação, falta apenas a homologação.
REDAÇÃO - O empresário Marcos Valério, condenado pelo mensalão, disse à Polícia Federal, em delação premiada, ter intermediado contribuição de caixa 2 da Usiminas para campanhas políticas entre 1998 e 2002, segundo informações do jornal "O Globo", deste sábado (22).
De acordo com a reportagem, foram doados R$ 1 milhão, conforme valores da época, para a campanha pela reeleição de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) em 1998 e o mesmo valor para as campanhas de Lula (PT) e José Serra (PSDB) à presidência em 2002 e para a campanha de Aécio Neves (PSDB) ao governo de Minas Gerais também em 2002.

Os valores foram autorizados pelo então presidente da Usiminas, Rinaldo Soares. A delação precisa ser homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para ter valor jurídico, acrescenta o jornal.
DELAÇÃO
Valério escreveu a delação à mão na prisão e teve os anexos posteriormente digitados. Condenado a mais de 37 anos de prisão pelo mensalão petista, Valério também é réu acusado de operar desvios por meio de suas agências de publicidade, a SMP&B e a DNA Propaganda, para financiar a fracassada campanha de reeleição do então governador mineiro, Eduardo Azeredo (PSDB), em 1998.
Uma planilha assinada por Valério aponta que a campanha recebeu cerca de R$ 10 milhões (o equivalente a aproximadamente R$ 33 milhões hoje) em desvios de estatais como Cemig, Copasa, Furnas, Petrobras e Banco do Brasil.

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