CANGAÇO NORDESTINO E CORONELISMO: Disputa do Sinttrocel vira caso de polícia
A Chapa 1 é coordenada pelo deputado estadual Celinho do Sinttrocel, que tem sua base eleitoral vinculada ao sindicato há mais de 20 anos.
07.12.2017
FABRICIANO - O
Centro de Operações do 58º BPM da Polícia Militar de Coronel Fabriciano recebeu
denúncia anônima na noite desta quinta-feira (7), por volta das 23h42, de que havia
pessoas armadas em frente à sede do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes
Rodoviários – Sinttrocel, local onde estava ocorrendo acautelamento das urnas
utilizadas para votação da eleição da nova diretoria da entidade sindical.
Diante
do chamado, deslocaram-se o coordenador de policiamento da unidade, juntamente com
a equipe da Radiopatrulha de Operações e Comando Tático, e ao chegarem ao local
foram recepcionados pelo sargento Silvério, militar inativo pertencente ao 14º
BPM. Silvério informou da presença de Policiais Civis, e que eles estavam armados. O sargento inativo também indicou aos militares onde os Policiais Civis
encontravam-se.
POLICIAIS
CIVIS DA BAHIA
Diante
das informações, os militares realizaram a abordagem aos suspeitos, que
relataram ser Policiais Civis oriundos da cidade de Feira de Santana, estado da
Bahia, e que vieram para Coronel Fabriciano a
convite da atual diretoria do Sinttrocel, que concorre as eleições
sindicais com a Chapa 1. A Chapa 1 tem a coordenação do deputado estadual Celinho do Sinttrocel.
ARTIMANHA
A
descoberta da nova artimanha dos atuais comandantes do Sindicato
dos Rodoviários (Sinttrocel) em Cel. Fabriciano causou espanto. “No intuito de
não perder a direção do sindicato, os membros da Chapa 1 (situação) contratar
policiais civis do município de Feira de Santana, no Estado da Bahia, para
fazer pressão no transcorrer das eleições sindicais, onde os associados tem direito a voto, é uma vergonha e um
grande risco”, disse um candidato componente da chapa 2, afirmando que o ocorrido
é o mais aparente modelo de coronelismo já visto, pois os policiais, mesmo não
estando na jurisdição legal, para a qual servem a segurança pública baiana, se
mostraram atuantes, a pedido da Chapa 1, no mais parecido estilo do “cangaço”
nordestino.
VOLUME
NAS CAMISAS
Wellington
Gonçalves de Almeida, candidato pela
Chapa 2, oposição sindical, relatou aos PMs, que chegou a visualizar os
indivíduos suspeitos no local e que percebeu as armas pelo volume nas camisas. Wellington
disse que se sentiu inseguro por não saber de quem se tratava, visto que o
volume das armas na cintura dos suspeitos estava visível para todas as pessoas.
RETIRADA
DO LOCAL
Após
os devidos esclarecimentos dos fatos, a PM comunicou o ocorrido ao Delegado Washington Moreira,
da cidade de Coronel Fabriciano, que orientou aos Policias Civis da Bahia a se
retirarem do local. O Boletim de Ocorrência tem o número 2017.0382.76750.007, gerado às 01:18, do dia 07.12.2017.
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