Sindicalistas apontam equívoco do procurador da prefeitura quanto a pauta de negociação
04.11.2017
TIMÓTEO
– O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos de Timóteo, Antônio
Martins, e o tesoureiro da entidade Israel dos Passos Arcanjo, procuraram a
redação do Jornal Bairros Net nesta sexta-feira (3), para contrapor a informação do Procurador Geral do Município
de Timóteo, Jonair Cordeiro, quando este em nota enviada ao JBN, referindo-se a
suspensão do pagamento por parte da Prefeitura, do adicional de insalubridade
para os servidores da saúde e para grande parte dos trabalhadores da secretaria
de Obras, afirmou que a entidade sindical não “sinalizou pedido de
regulamentação” da questão durante a negociação da campanha salarial da
categoria.
Conforme
informaram os sindicalistas, o Procurador Geral ao fazer tal afirmação, cometeu
um grande equivoco, já que a pauta de negociação protocolada no dia 27 de
fevereiro deste ano, no gabinete do prefeito Geraldo Hilário, constava no item 2.6 a expressa preocupação da
diretoria do sindicato com a regulamentação do adicional de insalubridade. “Os
servidores não podem pagar neste momento pela morosidade da Administração, uma
vez que a questão da insalubridade e periculosidade está sendo discutida por
parte do sindicato desde o início do ano”, pontuou Israel Arcanjo.
ITEM 2.6 DA PAUTA
Os
sindicalistas ainda fizeram constar que o item 2.6 da pauta de negociação
protocolada na Prefeitura, não teve a atenção merecida pela Administração. “Com
certeza as coisas estariam em outros patamares e a categoria não estaria sendo
prejudicada”, pontuou o tesoureiro Israel Arcanjo, apontando que a preparação
imediata do processo licitatório para confecção do PPRA e do PCMSO, defendida
na pauta de negociação, se tivesse sido atendida, por certo a Prefeitura não
estaria neste momento prejudicando os trabalhadores com direito ao recebimento
dos adicionais.
MINISTÉRIO PÚBLICO
O JBN
teve acesso com exclusividade ao ofício do Ministério Público à Prefeitura de
Timóteo, momento em que o MP cobrou esclarecimentos do prefeito Geraldo Hilário
Torres, quanto “aos fundamentos e critérios utilizados para o pagamento do
adicional de insalubridade e periculosidade aos servidores públicos
anteriormente a edição da Lei Municipal 2.692/06”. “A Prefeitura está se valendo
deste ofício para suspender o pagamento do adicional aos trabalhadores que se
expõem a algum risco no ofício”, frisou o presidente Antônio Martins, indicando
que a Administração pagou os benefícios aos servidores até o último mês de
setembro, mesmo sabendo da necessidade da regulamentação da lei.
PARALISAÇÃO
Segundo
informou os sindicalistas, a população de Timóteo poderá ser penalizada com uma
paralisação do sistema de saúde por culpa da morosidade da Administração no que
se refere à regulamentação do pagamento do adicional.
Na
última quarta-feira (1), a diretoria do sindicato realizou uma reunião com os
servidores da saúde, momento em que a categoria indicou paralisar todos os setores, caso
perdure a suspensão dos pagamentos de insalubridade e periculosidade nos
contracheques. “Será inevitável”, garantiu Antônio Martins.
NOTA
DA PREFEITURA
Em
nota, a Prefeitura de Timóteo, através do Procurador Geral do Município, Jonair
Cordeiro, frisou que segundo
o princípio da legalidade, o administrador não pode fazer o que bem entender na
busca do interesse público, ou seja, tem que agir segundo a lei, só podendo
fazer aquilo que a lei expressamente autoriza e no silêncio da lei está
proibido de agir.
Jonair Cordeiro
garantiu que para resolver a questão dos servidores anteriores à mencionada
lei, regulamentando a situação, será enviado para a Câmara, ainda “nesta legislatura”, projeto de lei que
contemple os servidores atingidos pela decisão do Tribunal de Justiça.
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