Quebra-molas na Avenida Acesita divide opiniões dos moradores. Motoristas estão irritados
31.10.2017 - Fotos PCReis
TIMÓTEO - Em Timóteo, a
Legislação de Trânsito está sendo deixada para segundo plano. Quebra-molas
estão sendo implantados sem nenhum critério, contradizendo o Código Brasileiro de
Trânsito. A sinalização é péssima, os quebra-molas não obedecem a um padrão,
até porque a Prefeitura de Timóteo não tem um engenheiro de trânsito para
orientar tal serviço. Tem quebra-molas de todo tipo. Alguns mais parecem um
muro. Muitas vezes só descobrimos que seja um quando estamos passando por cima,
destruindo o carro e colocando a vida do motorista em risco.
As autoridades deveriam
saber que quebra-molas matam, mas mesmo assim não fazem nada para torná-los
regulares. Os quebra-molas foram criados para educar os motoristas, mas tem
causado diversas reações na população usuária da via.
A Resolução de nº 39 de
1988, do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), considera que a implantação
de ondulações transversais só deve acontecer após estudos de alternativas de
engenharia de tráfego e quando estas alternativas se mostrarem ineficazes para
redução de velocidade e acidentes.
No Bairro Primavera, bem
debaixo de onde existia um radar, que ficou inviável para a prefeitura porque
os motoristas não estavam sendo multados no local, foi implantado um
quebra-molas totalmente irregular de acordo com as normas do Contran.
Mário Dias Carvalho,
montador, disse que o quebra-molas é uma necessidade, desde que seja implantado
de maneira regular. “Na galega como está sendo feito em Timóteo, cabe até uma
denúncia no Ministério Público”, disse.
Robson Almeida, motorista,
avaliou a questão como falta de respeito. Ele considera que se o motorista pode
ser punido por não obedecer às leis de trânsito, as autoridades que fazem o
mesmo deveriam também sofrer as penas da lei. “Eles tiraram um radar no
Primavera porque não estava dando dinheiro pra eles, mas podem colocar um
quebra-molas para quebrar o meu carro”, argumentou Robson.
Nádia Katia Silva,
professora, indicou o perigo que estes quebra-molas estão oferecendo para os
motoristas e até pedestres. Nádia destacou a péssima sinalização. “Ando de
moto. Tenho medo quando aproximo dos quebra-molas e um motorista desavisado ou
que não reside no município colidir na traseira do meu veículo”, detalhou.
Priscila Medeiros,
contadora, garantiu que quando precisa vir a Timóteo só se lembra dos
quebra-molas. “Acho interessante à reclamação das pessoas quanto aos
quebra-molas. Agora eu pergunto: reclamar com quem e onde?”, ironizou.
Antônio Messias, aposentado, morador da Avenida Acesita, avaliou a questão como medida disciplinar. Ele conta que sem os quebra-molas motoristas não obedecem o limite de velocidade. Senhor Antônio também concorda que a prefeitura fez um " serviço péssimo". Com a mesma linha de raciocínio está Geralda Silva, também moradora da Avenida Acesita. Ela destaca a morte de uma colega cabeleireira próximo ao Centro Social Urbano. Ela considera necessário os quebra-molas, "mas tudo deve atender regras", argumentou.
“Eu passei aqui e empenou a roda e gastei
R$ 250 para desempenar", conta o motorista Paulo Batista de Souza.
Quebra-molas na Avenida Acesita divide opiniões dos moradores. Motoristas estão irritados
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