Pagamento de insalubridade de servidores da saúde de Timóteo vira queda de braço
01.11.2017
TIMÓTEO - A Prefeitura de Timóteo não está
pagando o adicional de insalubridade para os servidores da saúde e para grande
parte dos trabalhadores da secretaria de Obras. O adicional de insalubridade é
pago a trabalhadores que se expõem a algum risco no ofício. Quem se enquadra no
benefício recebe um aumento que varia de 10% a 40% sobre o salário. A medida da
prefeitura afeta um expressivo número de funcionários que possuem este direito.
Na tarde desta terça-feira (31), a
diretoria do Sindicato dos Servidores Públicos – Sinsep foi recebida na
Secretaria Municipal de Administração para um debate sobre o assunto. O Jornal
Bairros Net conseguiu apurar que a Prefeitura está seguindo uma determinação do
Ministério Público, já que a folha de pagamento vinha sendo rodada com
ilegalidade e ainda, garantindo o benefício para servidores que não tinham o
direito. A mesma prática se dava com o pagamento de horas-extras, que serviam
para engordar salários de alguns poucos privilegiados.
Ainda conforme ao que o Jornal apurou, o
sindicato está apertando o cerco porque a Prefeitura está se valendo desta
determinação do MP para retardar o pagamento deste benefício, leia-se direito,
aos servidores da Saúde e Obras. O sindicato cobra a urgente readaptação e
estudo da situação, para que os trabalhadores deixem de amargar tal prejuízo. Entre os servidores prejudicados estão
trabalhadores que já tinham o adicional e outros que passarão a receber.
Outra situação que também perdura na Prefeitura de Timóteo é falta de pagamento
do adicional de periculosidade. Essa é outra discussão que vem sendo travada
pela diretoria do sindicato.
NOTA DA PREFEITURA
Em nota, a Prefeitura de Timóteo, através
do Procurador Geral do Município, Jonair Cordeiro, frisou que segundo o princípio da legalidade, o administrador não pode
fazer o que bem entender na busca do interesse público, ou seja, tem que agir
segundo a lei, só podendo fazer aquilo que a lei expressamente autoriza e no
silêncio da lei está proibido de agir.
A nota informa ainda que o SINSEP ingressou em 2012 com uma ação de cobrança de insalubridade e foi derrotado, porque os servidores timotenses que ingressaram no serviço público anteriormente à edição da lei 2692/2006, não fazem jus ao benefício. (1.0687.12.005960-9/001 autos TJMG)
Sabidamente, segue a nota, o Ministério Público, ao se deparar com o pagamento de verbas sem previsão legal, ou seja, sem lei que determine o pagamento, aciona, através de Ação Civil Pública, todos os gestores a devolverem aos cofres públicos tudo o que foi pago sem previsão legal, além de pedir a imputação da inelegibilidade por improbidade administrativa.
Houve uma extensa pauta de negociação neste ano e o Sindicato sequer sinalizou pedido de regulamentação desta questão.
A nota informa ainda que o SINSEP ingressou em 2012 com uma ação de cobrança de insalubridade e foi derrotado, porque os servidores timotenses que ingressaram no serviço público anteriormente à edição da lei 2692/2006, não fazem jus ao benefício. (1.0687.12.005960-9/001 autos TJMG)
Sabidamente, segue a nota, o Ministério Público, ao se deparar com o pagamento de verbas sem previsão legal, ou seja, sem lei que determine o pagamento, aciona, através de Ação Civil Pública, todos os gestores a devolverem aos cofres públicos tudo o que foi pago sem previsão legal, além de pedir a imputação da inelegibilidade por improbidade administrativa.
Houve uma extensa pauta de negociação neste ano e o Sindicato sequer sinalizou pedido de regulamentação desta questão.
SOLUÇÃO
A nota ainda diz que agora, o governo pretende, sim, diante do quadro aflitivo dos trabalhadores, que merecem ser tratados com respeito e dignidade mobilizar-se para resolver a questão dos servidores anteriores à mencionada lei, regulamentando a situação, enviando para a Câmara, ainda nesta legislatura, projeto de lei que contemple os servidores atingidos por esta decisão do Tribunal de Justiça.
A nota ainda diz que agora, o governo pretende, sim, diante do quadro aflitivo dos trabalhadores, que merecem ser tratados com respeito e dignidade mobilizar-se para resolver a questão dos servidores anteriores à mencionada lei, regulamentando a situação, enviando para a Câmara, ainda nesta legislatura, projeto de lei que contemple os servidores atingidos por esta decisão do Tribunal de Justiça.
Pagamento de insalubridade de servidores da saúde de Timóteo vira queda de braço
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