Prefeitura paga a conta da saúde, enquanto hospitais cruzam os braços, diz Hilário

18.08.2017
TIMÓTEO - A afirmação do prefeito Geraldo Hilário Torres (PP) em uma emissora de rádio do município de Timóteo de que a falta de compromisso dos hospitais de Timóteo (São Camilo), e de Coronel Fabriciano (José Maria Morais) poderá levar a Secretaria Municipal de Saúde ao  fechamento da Unidade de Saúde do Bairro Olaria repercutiu nas redes sociais nos últimos dias.
"Se cada hospital cumprir com o seu dever, a saúde funcionará perfeitamente", garante o prefeito Geraldo Hilário.
Na tarde desta quinta-feira (17), por solicitação do Jornal Bairros Net, Geraldo Hilário concedeu uma entrevista exclusiva para falar do assunto e explicar como funciona a participação do São Camilo, do hospital de Fabriciano – José Maria Morais e da Unidade de Saúde João Otávio no atendimento à população do município de Timóteo.
Hilário iniciou a sua fala lembrando que quando assumiu a Prefeitura deparou com um caos na saúde, e que se cogitava até o fechamento do hospital São Camilo, uma vez que o Governo do Estado vinha protelando a renovação do convênio que o tornava a porta de entrada para os atendimentos de urgência e emergência.
Conforme informou o prefeito, com o caos instaurado no São Camilo, e com a ameaça de fechamento do hospital, a Prefeitura pegou a unidade básica de saúde que funcionava como UPA e a transformou em um hospital. “Isto para a ocasião era uma necessidade, que sabíamos do alto preço a ser pago, porém imprescindível, porque senão iria morrer muita gente em nossa cidade sem o atendimento médico. Naquele momento o meu sentimento foi de salvar vidas”, contou Hilário.
Continuando, Geraldo Hilário  garantiu que hoje no município, o hospital São Camilo está estável com o convênio junto ao Governo do Estado; o hospital José Maria Morais, de Fabriciano, está aberto, tem um convênio de R$ 1,5 milhão com o Governo do Estado para ser regional, e “eu estou aqui com uma unidade básica de saúde, funcionando de UPA e de hospital, e muitas vezes até de UTI, porque nós colocamos os pacientes em ventilação mecânica  e não estamos recebendo o suporte que eu imaginava dos dois hospitais”, reclamou Hilário, revelando que neste caso enquanto Timóteo consegue 10 vagas no São Camilo, Fabriciano tem oferecido apenas uma ou duas. “Todos os dois hospitais têm o convênio com o Estado para atendimentos regionais”, observou.
Detalhando, o prefeito disse que a sua reação no princípio do ano para resolver uma grave questão no município e salvar vidas “está se transformando em uma normalidade, porque nenhum dos dois hospitais sinaliza para a abertura de vagas para a população de Timóteo. Este foi o meu questionamento na entrevista. E se não existisse a UPA?”, indagou o chefe do Executivo.
UPA NÃO EXISTE
Oficialmente o que a população chama de UPA na verdade não existe. Geraldo Hilário disse que existem  questionamentos da Vigilância Sanitária e do próprio Governo do Estado quanto ao funcionamento do João Otávio como UPA e agora como hospital e internação. “O João Otavio não é espaço para ser hospital”, afirmou.
“Os hospitais São Camilo e José Maria Morais são os verdadeiros responsáveis pelos atendimentos de urgência e emergência do município. Eles estão cruzando os braços, porque a Prefeitura ainda está tomando essa frente. Se não houver uma mudança de postura principalmente do hospital de Coronel Fabriciano, eu vou ter que provocar essa mudança, eu vou ter que fechar a UPA pra que eles venham entender que eu não tenho UPA e não tenho hospital?  Atualmente os pacientes estão acumulando na UPA onde não é hospital. É essa a minha dúvida. É este o meu questionamento”, finalizou.
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