Pais estão atentos aos perigos nos Parquinhos públicos. Eles indicam algumas providências

11.08.2017 - Fotos PCReis
A implantação da proteção lateral (foto menor) sugerida por um frequentador, seria fundamental para prevenir um acidente no momento em que a criança realizasse o agachamento.
TIMÓTEO - Entre um pulo e outro, as crianças tentam vencer os obstáculos enquanto brincam no parquinho infantil que o pai ou a mãe costumam levá-los. No Centro Sul da cidade de Timóteo, este costume virou rotina das famílias. Lá no parquinho como é carinhosamente denominado pelos pequenos, crianças com 3, 4 ou 5 anos nem sempre conseguem o equilíbrio necessário nas barras de ferro que estão no caminho para alcançar a passarela que vai dar acesso a outro brinquedo. Os vãos muitas vezes não são adequados ao tamanho do usuário.
Chegando ao tão esperado escorregador, dois empecilhos: ao final da escadinha tem um vão difícil de ser ultrapassado por quem ainda tem as perninhas e os braços curtos. A ajuda do pai e da mãe é imprescindível.  Após o túnel de acesso ao escorregador, no momento de fazer o agachamento, outro risco. A falta de um apoio pode fazer com que os afoitos aventureiros venham sofrer uma queda considerável há dois metros de altura. O aconselhável conforme indicou um pai, é que um apoio seja implantado  para equilibrar a criança no momento do agachamento.
Atento, o pai Risley Almeida faz o amparo da filha, para não acontecer o desequilíbrio lateral.
O Manual de Normas de Segurança para Playground, elaborado pela ABNT (NBR 14350) e Abrinq, determina que os brinquedos devem respeitar alguns quesitos, como ângulo dos brinquedos, fixação, tipo de pisos e materiais adequados (como plástico, aço ou ferro galvanizado e com pintura atóxica e madeira tratada). De acordo com as normas, todo playground deve ter um livro de inspeção e um especialista deverá emitir um laudo técnico anual.
Mas, na prática, a situação é diferente. Há brinquedos quebrados, lixos acumulados, piso irregular e falta de iluminação. A mãe de Paulo Vinícius, de 4 anos, a Fabiane Correa Chagas, 29 anos, toma sempre cuidado quando leva o filho a um parquinho. Ela concorda que a responsabilidade da manutenção é do poder público, mas também acha que os frequentadores contribuem para o estado em que os parquinhos se encontram.
Outro problema, diz Fabiana, é que nem sempre o playground é usado apenas por crianças. Muitos aproveitam o espaço para consumo de drogas, álcool e baderna. Segundo ela, é o que ocorre na Praça 29 de Abril. “É tanta arruaça que não arrisco trazer meu filho nos fins de semana.”
Na opinião dela, a segurança tanto dos brinquedos, quanto da praça, são aspectos a serem levados em conta. “Se tivesse iluminação direta no parquinho, as famílias iriam usá-lo à noite e não haveria tanto vandalismo”, diz.


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