Xingozinho quer a implantação da Casa de Abrigo para mulheres vítimas de violência

Pretendemos criar a nossa Casa de Abrigo em âmbito regional. Muitas mulheres vítimas de agressões não fazem as denúncias por causa de sua condição financeira”.
O vereador Xingozinho, é autor de um projeto de lei, já aprovado na Câmara, que prevê a implantação da Casa de Abrigo para mulheres vítimas de violência.
20.07.2017
CORONEL FABRICIANO - O Presidente da Câmara Municipal de Coronel Fabriciano, Leandro Xingó, o Xingozinho (PSD), esteve na manhã de hoje em Belo Horizonte para conhecer de perto como funciona a Casa de Abrigo Sempre Viva ligada ao Consórcio Intermunicipal Mulheres das Gerais. O parlamentar viajou acompanhado de Joyce Mendes, Presidente do Conselho da Mulher de Fabriciano, Amanda Venades, Gerente da Secretaria de Assistência Social e Maria Aparecida Fhurrô, que representou o Conselho da Mulher de Timóteo. A comitiva foi recebida por Ermelinda Ireno, Superintende do Consórcio. O objetivo foi levantar dados técnicos para o funcionamento da Casa de Abrigo para mulheres vítimas de violência doméstica, projeto de autoria do próprio Xingozinho e aprovado por unanimidade no dia 8 de março por ocasião do Dia Internacional da Mulher.
Pretendemos criar a nossa Casa de Abrigo em âmbito regional. Muitas mulheres vítimas de agressões não fazem as denúncias por causa de sua condição financeira”, explica Xingozinho. O vereador entende que a condição do agressor ser o responsável financeiro pela manutenção da casa, é um fator importante para inibir o desejo de justiça e liberdade das mulheres vítimas de agressões físicas ou psicológicas.
O Presidente do Legislativo, após conhecer toda a estrutura de atendimento e a abrangência da Casa de Abrigo na capital mineira, garantiu ser possível implantar algo semelhante na região do Vale do Aço. “Vamos levar essa experiência positiva para nossas cidades e buscar um envolvimento efetivo do poder público”, explica. Xingozinho pretende reunir com os prefeitos Marcos Vinícius, de Coronel Fabriciano, Sebastião Quintão, de Ipatinga, Geraldo Hilário de Timóteo e a prefeita de Santana do Paraíso, Luzia Teixeira para deliberar, entre outras coisas, sobre o local onde ficará sediada a Casa de Abrigo e contrapartida orçamentária de cada cidade.
Ermelinda Ireno apresentou dados que sustentam uma forma colaborativa na manutenção de uma Casa de Abrigo. “Devemos pensar em um modelo de causa regional. A Casa de proteção é viável pois vai de encontro a saúde pública, a segurança das mulheres e atua ainda na defesa dos direitos humanos dentro de uma perspectiva da assistência social”, explicou.
A Lei no Vale do Aço
Com a implantação da Casa de Abrigo as mulheres vítimas de agressões, receberão gratuitamente, auxílio médico, odontológico, jurídico, assistência social e até oficinas de capacitação para inserção ao mercado de trabalho. Caberá a Delegacia de Defesa da Mulher, ao Poder Judiciário e aos Conselhos Municipais fazer o encaminhamento das vítimas de qualquer tipo de violência, respeitando também o desejo de cada uma para o acolhimento.
O Projeto Caso Abrigo prevê também assistência social e educacional aos filhos dependentes das vítimas, bem como o estabelecimento de parcerias com os setores público e privado com o objetivo de desenvolver atividades recreativas, culturais e esportivas. A participação de representantes da sociedade civil está garantida na Lei através de um Conselho Diretivo e tripartite a ser nomeado.
A Presidente do Conselho Municipal dos Direitos das Mulheres de Coronel Fabriciano, Joyce Mendes, ficou otimista com o que viu em Belo Horizonte: “Eu tenho fé que esse projeto não vai ficar só no papel, pelo contrário, temos condições de materializar esse instrumento em defesa das mulheres do Vale do Aço.”
Maria Aparecida Fhurrô parabenizou a iniciativa do vereador e acredita que, mesmo com muitos desafios adiante, “será possível realizar um sonho da construção de uma casa que trabalhe com o acolhimento a curto e médio prazo para as mulheres agredidas”. O Conselho da Mulher de Timóteo também entra no movimento para reforçar o debate proposto pelo legislativo fabricianense.

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