Pela primeira vez, Governo do Estado deixa Romeiros do Parque do Rio Doce sem almoço

16.07.2017 - Fotos Lívia Cristina
MARLIÉRIA – No ano em que se comemorou os 73 anos de criação do Parque Estadual do Rio Doce (Perd), completados na  sexta-feira (14), os Romeiros que estiveram presentes para a celebração de encerramento da programação, no sábado (15), foram surpreendidos com a falta do tradicional almoço, distribuído gratuitamente de ano em ano aos participantes.
Sem uma nota oficial do SEMAD – Secretaria Estadual de Meio Ambiente, conseguimos apurar com pessoas ligadas ao Parque Estadual do Rio Doce, que o Governo Estadual alegando dificuldade de caixa, não liberou os recursos para custear o tradicional almoço.
Pegos de surpresa, muitos Romeiros confiantes no almoço, não deixaram de manifestar o desapontamento, como foi o caso de dona Maria de Lourdes, que veio de Dionísio, em ônibus especial, e que não trazia na bolsa dinheiro para pagar os R$ 10,00 pelo marmitex. “Venho nesta romaria do Parque há mais de 10 anos e essa foi a primeira vez que o almoço não foi distribuído. Um governo do estado dizer que não tem dinheiro para liberar um almoço pra nós, é uma vergonha”, lamentou dona Maria, informando que só comeu alguma coisa porque uma colega dividiu um marmitex.
José Geraldo Silva, morador da cidade de São José do Goiabal disse que ficou envergonhado com o acontecido. Ele avaliou a situação como uma falta de consideração com um evento tradicional. “O almoço faz parte do evento. Entre os milhares  de presentes, muita gente voltou pra casa com fome, porque já contava com a distribuição da comida”, destacou José Geraldo.  
O EVENTO
A programação aconteceu neste sábado (15) com as Romarias Ecológicas de Marliéria, Timóteo e Dionísio, que saíram dos três municípios cujos territórios são abrangidos pela área da unidade de conservação.
Durante as festividades que reuniu um expressivo número de cavaleiros e romeiros, foi realizada a 17ª Feira de Artesanato e Produtos Típicos das Comunidades do Entorno do Parque. A capela na entrada da portaria principal do parque serviu também como  ponto de encontro dos cavaleiros para a celebração religiosa.


A comemoração dos 73 anos do Parque rendeu  homenagens ao bispo Dom Helvécio Gomes de Oliveira, que teve grande atuação ambiental na região. Dom Helvécio, que dá nome à principal lagoa do Parque, iniciou a luta pela preservação da maior reserva contínua de Mata Atlântica de Minas Gerais, no início da década de 1930. Mas só em 1944  foi criado oficialmente o Parque do Rio Doce. 
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